EU... Eu, eu mesmo... Eu, cheia de todos os cansaços, Quantos o mundo pode dar. — Eu... Afinal tudo, porque tudo é eu, E até as estrelas, ao que parece, Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças... Que crianças não sei... Eu... Imperfeita? Incógnita? Divina? Não sei... Eu... Tive um passado? Sem dúvida... Tenho um presente? Sem dúvida... Terei um futuro? Sem dúvida... A vida que pare de aqui a pouco... Mas eu, eu... Eu sou eu, Eu fico eu, Eu... (Fernando Pessoa)

30 de dezembro de 2009

Beijo na boca !!! Feliz 2010

PASSAGEM DO ANO

O último dia do ano
não é o último dia do tempo.
Outros dias virão
e novas coxas e ventres te comunicarão o
calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis,
farás viagens e tantas celebrações
de aniversário, formatura, promoção, glória,
doce morte com sinfonia e coral,
que o tempo ficará repleto e não ouvirás o
clamor,
os irreparáveis uivos
do lobo, na solidão.

O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher e seu pé,
um corpo e sua memória,
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus...

Recebe com simplicidade este presente do
acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos
séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras
espreitam a morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo,
e de copo na mão
esperas amanhecer.

O recurso de se embriagar.
O recurso da dança e do grito,
o recurso da bola colorida,
o recurso de Kant e da poesia,
todos eles... e nenhum resolve.

Surge a manhã de um novo ano.

As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gasto renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está entupida de vida.
A vida escorre da boca,
lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.


Carlos Drummond de Andrade

29 de dezembro de 2009

O pior dos desaforos !!!

Mulher Boazinha


Qual o elogio que uma mulher adora receber?
Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui uns setecentos: mulher adora que verbalizem seus atributos, sejam eles físicos ou morais.
Diga que ela é uma mulher inteligente, e ela irá com a sua cara.
Diga que ela tem um ótimo caráter e um corpo que é uma provocação, e ela decorará o seu número.
Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da sua presença de espírito, da sua aura de mistério, de como ela tem classe: ela achará você muito observador e lhe dará uma cópia da chave de casa.
Mas não pense que o jogo está ganho: manter o cargo vai depender da sua perspicácia para encontrar novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta.
Diga que ela cozinha melhor que a sua mãe, que ela tem uma voz que faz você pensar obscenidades, que ela é um avião no mundo dos negócios.
Fale sobre sua competência, seu senso de oportunidade, seu bom gosto musical.
Agora quer ver o mundo cair?
Diga que ela é muito boazinha.
Descreva aí uma mulher boazinha.
Voz fina, roupas pastel, calçados rente ao chão.
Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja, cuida dos sobrinhos nos finais de semana.
Disponível, serena, previsível, nunca foi vista negando um favor.
Nunca teve um chilique.
Nunca colocou os pés num show de rock.
É queridinha.
Pequeninha.
Educadinha.
Enfim, uma mulher boazinha.
Fomos boazinhas por séculos.
Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada, ceguinhas.
Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de panelinhas e nenezinhos.
A vida feminina era esse frege: bordados, paredes brancas, crucifixo em cima da cama, tudo certinho.
Passamos um tempão assim, comportadinhas, enquanto íamos alimentando um desejo incontrolável de virar a mesa.
Quietinhas, mas inquietas.
Até que chegou o dia em que deixamos de ser as coitadinhas.
Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil: somos atrizes, estrelas, profissionais.
Adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da geração teen.
Ser chamada de patricinha é ofensa mortal.
Pitchulinha é coisa de retardada.
Quem gosta de diminutivos, definha.
Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa.
Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo.
As boazinhas não têm defeitos.
Não têm atitude.
Conformam-se com a coadjuvância.
PH neutro.
Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das intenções, é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras, persistentes, ciumentas, apressadas, é isso que somos hoje.
Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos.
As “inhas” não moram mais aqui.
Foram para o espaço, sozinhas.

Martha Medeiros

25 de dezembro de 2009

Feliz Natal !!!

Quero ver você não chorar,
Não olhar para trás,
Nem se arrepender do que faz.

Quero ver o amor vencer
E se a dor nascer,
Você resistir e sorrir.

Se você pode ser assim,
Tão enorme assim eu vou crer
Que o Natal existe
E ninguém é triste
Que no mundo há sempre amor.

Bom Natal, um feliz Natal,
muito amor e paz pra você,
pra você!

Edson Borges

4 de dezembro de 2009

Oyá !!! Senhora do mundo dentro de mim !!!

"É vista quando há vento e grande vaga
Ela faz um ninho no enrolar da fúria e voa firme e certa como bala
As suas asas empresta à tempestade
Quando os leões do mar rugem nas grutas
Sobre os abismos, passa e vai em frente
Ela não busca a rocha, o cabo, o cais
Mas faz da insegurança a sua força e do risco de morrer, seu alimento
Por isso me parece imagem e justa
Para quem vive e canta num mau tempo"

O raio de Iansã sou eu
Cegando o aço das armas de quem guerreia
E o vento de Iansã também sou eu
E Santa Bárbara (no sincretismo religioso da Igreja Católica) é santa que me clareia

A minha voz é vento de maio
Cruzando os mares dos ares do chão
Meu olhar tem a força do raio que vem de dentro do meu coração

Eu não conheço rajada de vento mais poderosa que a minha paixão
Quando o amor relampeia aqui dentro, vira um corisco esse meu coração
Eu sou a casa do raio e do vento
Por onde eu passo é zunido, é clarão
Porque Iansã desde o meu nascimento, tornou-se a dona do meu coração

O raio de Iansã sou eu...

Sem ela não se anda
Ela é a menina dos olhos de Oxum
Flecha que mira o Sol
Oyá de mim..."

29 de novembro de 2009

... !!!

Photobucket

Um dia sou multidão, no outro sou solidão.
Não quero ser multidão todo dia.
Num dia experimento o frescor da amizade,
no outro a febre que me faz querer ser só.
Eu sou assim.
Sem culpas.


Pe. Fábio de Melo

Belissimo

Raining Hearts Pictures, Images and Photos
“(…)Mas o que eu queria dizer é que a gente é muito preciosa, e que é somente até certo ponto que a gente pode desistir de si própria e se dar aos outros e àscircunstâncias. Depois de uma pessoa perder o respeito de si mesma e o respeito de suas próprias necessidades, depois disso fica- se um pouco um trapo.

Você veria que há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. (...) Para me adaptar ao que era inadaptável (...) tive que cortar meus aguilhões, cortei em mim a força que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também minha força. (...) Não pude deixar de querer lhe mostrar o que pode acontecer com uma pessoa que fez pacto com todos, e que se esqueceu de que o nó vital de uma pessoa deve ser respeitado.

Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma.

Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso, nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.

Ouça meu conselho, ouça meu pedido: respeite a você, mais do que aos outros, respeite suas exigências, respeite mesmo o que é ruim em você – respeite sobretudo o que você imagina que é ruim em você – pelo amor de Deus, não queira fazer de você uma pessoa perfeita – não copie uma pessoa ideal, copie você mesma – é esse o único meio de viver(…)”


Clarice Lispector

27 de novembro de 2009

Perdoando Deus


Eu ia andando pela Avenida Copacabana e olhava distraída edifícios, nesga de mar, pessoas, sem pensar em nada. Ainda não percebera que na verdade não estava distraída, estava era de uma atenção sem esforço, estava sendo uma coisa muito rara: livre. Via tudo, e à toa. Pouco a pouco é que fui percebendo que estava percebendo as coisas. Minha liberdade então se intensificou um pouco mais, sem deixar de ser liberdade.

Tive então um sentimento de que nunca ouvi falar. Por puro carinho, eu me senti a mãe de Deus, que era a Terra, o mundo. Por puro carinho mesmo, sem nenhuma prepotência ou glória, sem o menor senso de superioridade ou igualdade, eu era por carinho a mãe do que existe. Soube também que se tudo isso "fosse mesmo" o que eu sentia - e não possivelmente um equívoco de sentimento - que Deus sem nenhum orgulho e nenhuma pequenez se deixaria acarinhar, e sem nenhum compromisso comigo. Ser-Lhe-ia aceitável a intimidade com que eu fazia carinho. O sentimento era novo para mim, mas muito certo, e não ocorrera antes apenas porque não tinha podido ser. Sei que se ama ao que é Deus. Com amor grave, amor solene, respeito, medo e reverência. Mas nunca tinham me falado de carinho maternal por Ele. E assim como meu carinho por um filho não o reduz, até o alarga, assim ser mãe do mundo era o meu amor apenas livre.

E foi quando quase pisei num enorme rato morto. Em menos de um segundo estava eu eriçada pelo terror de viver, em menos de um segundo estilhaçava-me toda em pânico, e controlava como podia o meu mais profundo grito. Quase correndo de medo, cega entre as pessoas, terminei no outro quarteirão encostada a um poste, cerrando violentamente os olhos, que não queriam mais ver. Mas a imagem colava-se às pálpebras: um grande rato ruivo, de cauda enorme, com os pés esmagados, e morto, quieto, ruivo. O meu medo desmesurado de ratos.

Toda trêmula, consegui continuar a viver. Toda perplexa continuei a andar, com a boca infantilizada pela surpresa. Tentei cortar a conexão entre os dois fatos: o que eu sentira minutos antes e o rato. Mas era inútil. Pelo menos a contigüidade ligava-os. Os dois fatos tinham ilogicamente um nexo. Espantava-me que um rato tivesse sido o meu contraponto. E a revolta de súbito me tomou: então não podia eu me entregar desprevenida ao amor? De que estava Deus querendo me lembrar? Não sou pessoa que precise ser lembrada de que dentro de tudo há o sangue. Não só não esqueço o sangue de dentro como eu o admiro e o quero, sou demais o sangue para esquecer o sangue, e para mim a palavra espiritual não tem sentido, e nem a palavra terrena tem sentido. Não era preciso ter jogado na minha cara tão nua um rato. Não naquele instante. Bem poderia ter sido levado em conta o pavor que desde pequena me alucina e persegue, os ratos já riram de mim, no passado do mundo os ratos já me devoraram com pressa e raiva. Então era assim?, eu andando pelo mundo sem pedir nada, sem precisar de nada, amando de puro amor inocente, e Deus a me mostrar o seu rato? A grosseria de Deus me feria e insultava-me. Deus era bruto. Andando com o coração fechado, minha decepção era tão inconsolável como só em criança fui decepcionada. Continuei andando, procurava esquecer. Mas só me ocorria a vingança. Mas que vingança poderia eu contra um Deus Todo-Poderoso, contra um Deus que até com um rato esmagado poderia me esmagar? Minha vulnerabilidade de criatura só. Na minha vontade de vingança nem ao menos eu podia encará-Lo, pois eu não sabia onde é que Ele mais estava, qual seria a coisa onde Ele mais estava e que eu, olhando com raiva essa coisa, eu O visse? no rato? naquela janela? nas pedras do chão? Em mim é que Ele não estava mais. Em mim é que eu não O via mais.

Então a vingança dos fracos me ocorreu: ah, é assim? pois então não guardarei segredo, e vou contar. Sei que é ignóbil ter entrado na intimidade de Alguém, e depois contar os segredos, mas vou contar - não conte, só por carinho não conte, guarde para você mesma as vergonhas Dele - mas vou contar, sim, vou espalhar isso que me aconteceu, dessa vez não vai ficar por isso mesmo, vou contar o que Ele fez, vou estragar a Sua reputação.

... mas quem sabe, foi porque o mundo também é rato, e eu tinha pensado que já estava pronta para o rato também. Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda. E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria - e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele. É também porque eu me ofendo à toa. É porque talvez eu precise que me digam com brutalidade, pois sou muito teimosa. É porque sou muito possessiva e então me foi perguntado com alguma ironia se eu também queria o rato para mim. É porque só poderei ser mãe das coisas quando puder pegar um rato na mão. Sei que nunca poderei pegar num rato sem morrer de minha pior morte. Então, pois, que eu use o magnificat que entoa às cegas sobre o que não se sabe nem vê. E que eu use o formalismo que me afasta. Porque o formalismo não tem ferido a minha simplicidade, e sim o meu orgulho, pois é pelo orgulho de ter nascido que me sinto tão íntima do mundo, mas este mundo que eu ainda extraí de mim de um grito mudo. Porque o rato existe tanto quanto eu, e talvez nem eu nem o rato sejamos para ser vistos por nós mesmos, a distância nos iguala. Talvez eu tenha que aceitar antes de mais nada esta minha natureza que quer a morte de um rato. Talvez eu me ache delicada demais apenas porque não cometi os meus crimes. Só porque contive os meus crimes, eu me acho de amor inocente. Talvez eu não possa olhar o rato enquanto não olhar sem lividez esta minha alma que é apenas contida. Talvez eu tenha que chamar de "mundo" esse meu modo de ser um pouco de tudo. Como posso amar a grandeza do mundo se não posso amar o tamanho de minha natureza? Enquanto eu imaginar que "Deus" é bom só porque eu sou ruim, não estarei amando a nada: será apenas o meu modo de me acusar. Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário, e ao meu contrário quero chamar de Deus. Eu, que jamais me habituarei a mim, estava querendo que o mundo não me escandalizasse. Porque eu, que de mim só consegui foi me submeter a mim mesma, pois sou tão mais inexorável do que eu, eu estava querendo me compensar de mim mesma com uma terra menos violenta que eu. Porque enquanto eu amar a um Deus só porque não me quero, serei um dado marcado, e o jogo de minha vida maior não se fará. Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe.

LISPECTOR, Clarice. Perdoando Deus. In: Felicidade Clandestina. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

22 de novembro de 2009

Hummm !!!

"Ser normal é a meta dos fracassados!"

Carl Jung

Capitã !!! Só ??? ris

"Ser capitã desse mundo
Poder rodar sem fronteiras
Viver um ano em segundos
Não achar sonhos besteira
Me encantar com um livro, que fale sobre vaidade
Quando mentir for preciso, poder falar a verdade."

Maria Gandú

6 de novembro de 2009

Sensualissimo !!!

"A única maneira de se livrar de uma tentação é entregar-se a ela.
Resista, e sua alma fica doente de desejo pelo que foi proibido."


Oscar Wilde

29 de outubro de 2009

Meu sonho de consumo !!!

Passamos a vida inteira ouvindo os sábios conselhos dos outros. Tens que aprender a ser mais flexível, tens que aprender a ser menos dramática, tens que aprender a ser mais discreta, tens que aprender… praticamente tudo.

Mesmo as coisas que a gente já sabe fazer, é preciso aprender a fazê-las melhor, mais rápido, mais vezes. Vida é constante aprendizado. A gente lê, a gente conversa, a gente faz terapia, a gente se puxa pra tirar nota dez no quesito “sabe-tudo”. Pois é. E o que a gente faz com aquilo que a gente pensava que sabia?

As crianças têm facilidade para aprender porque estão com a cabeça virgem de informações, há muito espaço para ser preenchido, muitos dados a serem assimilados sem a necessidade de cruzá-los: tudo é bem-vindo na infância. Mas nós já temos arquivos demais no nosso winchester cerebral. Para aprender coisas novas, é preciso antes deletar arquivos antigos. E isso não se faz com o simples apertar de uma tecla. Antes de aprender, é preciso dominar a arte de desaprender.

Desaprender a ser tão sensível, para conseguir vencer mais facilmente as barreiras que encontramos no caminho. Desaprender a ser tão exigente consigo mesmo, para poder se divertir com os próprios erros. Desaprender a ser tão coerente, pois a vida é incoerente por natureza e a gente precisa saber lidar com o inusitado. Desaprender a esperar que os outros leiam nosso pensamento: em vez de acreditar em telepatia, é melhor acreditar no poder da nossa voz. Desaprender a autocomiseração: enquanto perdemos tempo tendo pena da gente mesmo, os demais seguiram em frente.

A solução é voltar ao marco zero. Desaprender para aprender. Deletar para escrever em cima.Houve um tempo em que eu pensava que, para isso, seria preciso nascer de novo, mas hoje sei que dá pra renascer várias vezes nesta mesma vida. Basta desaprender o receio de mudar.

Martha Medeiros

Dois caminhos

Tenho, nas minhas mãos,
dois caminhos,
duas decisões,
mesmo quando tudo parece desabar
cabe a mim decidir, entre rir ou chorar,
entre ir ou ficar, entre desistir
ou lutar.

Se o mar está revolto,
posso ficar na praia
ou sair para pescar
e,talvez,
nunca mais voltar.

Tenho,
nas minhas mãos,
o bem e o mal
e entre eles
poucos pensamentos,

Um diz para fazer
sem culpa,
o outro pensa,
reflete
e pede para esperar.

Enquanto o mundo
se perde em erros,
posso me manter serena, sem medo
porque tenho a chave
da minha vida
nas minhas mãos.

Então, hoje,
me sinto mais forte,
pois atravessei
os desertos da alma.

Amei
quem não me amou
e deixei de lado quem muito
me amava.

Atravessei caminhos
nem sempre floridos,
que deixaram marcas profundas em mim.

Mas amei
e fui amada.

Por isso, tenho
nas minhas mãos
bem mais que a vida.

Tenho a dúvida
e a certeza,
a esperança
e o medo,
o desejo e a apatia,
o trabalho
e a preguiça.

E me dou
o direito de errar
sem me cobrar
e acertar
sem me gabar.

Porque descobri
no caminho incerto da vida,
que o mais importante
é o decidir
e decidi,
de uma vez
por todas
ser simplesmente feliz.

E esse caminho
não tem volta.


Paulo Roberto Gaefk

27 de outubro de 2009

Mulher


Mulher, mulher e mulheres...

Quer ser maravilhoso,
Quer ser afetuoso.

Mulher, que poder extremo sobre nós,
Que força nos rege e nos faz em algum momento só.

Mulher forte, autoura renova o homem tão velho,
Tão sofrido, tão esquecido, tão nocivo e sucessível de erros.

Mulher que louca vida tu faz agente passar,
Que louca hora faz a gente acordar,
Passando por nosso passado,
vivendo o nosso presente,
ocupando um espaço ausente.

Mulher que renova, rega, cuida, poda, colhe, não escolhe,
Mulher de hoje, de amanhã, de todo dia renova a vida vazia
Criando uma eterna fantasia...

Mulher de toda hora,
Mulher que chora,
Mulher que grita,
Mulher que agita,
Mulher que nunca se limita...

de José Renato da Silva Júnior
Ubaíra - BA

24 de outubro de 2009

Eleganteee !!!



ELEGÂNCIA

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada.

É possível detecta-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam, nas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detecta-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível detecta-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

Oferecer flores é sempre elegante.

É elegante você fazer algo por alguém e este alguém jamais saber disso...

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.

É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.

É elegante o silêncio, diante de uma rejeição.

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo.

É elegante a gentileza...

Atitudes gentis, falam mais que mil imagens.

Abrir a porta para alguém... é muito elegante.

Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante.

Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma...

Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza pela observação.

Mas tentar imita-la é improdutiva.

A saída é desenvolver a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que “com amigo não tem que ter estas frescuras”.

Educação enferruja por falta de uso.

E, detalhe: não é frescura.

Martha Medeiros

23 de outubro de 2009

Repúdio à propagação da VIDA ALHEIA

Hoje não falaremos demais,
deixemos que o peso do universo fale,
que os passarinhos falem,
que a mesa esticada da cozinha dê seus apartes
que as paredes confessem,
que os quadros supliquem,
e que fiquemos assim,
contemplando o presente momento
da forma como ele é;
silente, inócuo, pobre,
como aquele que tudo vê

e nada sente.


PÉ DE PITANGA

Pensar e refletir...


Sabe o que é violência?

É ter de se esconder num beco escuro, numa casa fétida, cheia de fumaça, pra receber um beijo. É depois de tanto carinho no escuro dar no claro um tímido e frio aperto de mão como despedida. É ser censurado num bar escroto por um homem escroto que acredita realmente ter a razão. É ouvir piadas sobre o que tanto lhe machuca. É não poder paquerar na escola, namorar no portão. É crescer calado, curvado. É não poder contar à mãe que está amando.

É tudo tão violento que eu não sei, de verdade eu não sei, como isso pode não ser crime.

POSTADO POR F.

COMO RECONHECER UMA VERDADEIRA RAINHA OU MESTRE DO BDSM

É bastante difícil distinguir uma Rainha inexperiente de uma má Rainha, principalmente se você como submisso, também é um principiante.Estimule-a a se aprimorar.Se perceber que uma Rainha reúne todas as características de uma boa Dominadora, além de ser ética e bem intencionada, aprenda junto com ela. Dialogue bastante, e iniciem-se mutuamente.

Do perfil do praticante SM:

São pessoas intelectualmente sofisticadas, pessoas moralmente requintadas. Desconfie sempre da falta de conteúdo cultural durante as primeiras conversas.

Do referencial SM:

Desconfie de Rainha que desejem se tornar sua única fonte de informações e conhecimentos SM.

Dos direitos de um submisso:

O que é seu direito você deve exigir, não mendigar.Tenha uma atitude respeitosa sempre você tem direito. Exija-os.Tudo o que julgar necessário para que sua saúde física e emocional seja preservada.É um dever de sua Dominadora respeitá-la tanto quanto você o respeita. Se a Rainha se negar a respeitá-la, repense a relação.

Dos limites:

Exponha desde o princípio com clareza e objetividade todo o seu limite.

Do Prazer:


Uma Rainha recebe e dá prazer.Uma Rainha que se recusa, ou não sabe gerar prazer não é uma Rainha.

Da confiança:

Uma Rainha deve confiar em você tanto quanto você nela. Confiança é um ingrediente fundamental na prática SM, e esta são irmãs da sinceridade. Jamais minta para sua Dominadora. Uma verdadeira Senhora não sente necessidade de ser temida. Sua Senhora tem todo o direito de lhe omitir informações que julguem desnecessárias, mas não aceite que minta. Converse a respeito se estiver em dúvida.

Da segurança:

Não é necessário dar detalhes do conteúdo de seu encontro, mas é importante que pelo menos mais alguém saiba onde você se encontra caso algo não saia exatamente como previu.

Da compatibilidade:

Veja se o método de dominação da Rainha se encaixa em suas expectativas.Lembre-se sempre que uma verdadeira Rainha adapta-se ao seu escravo, não o contrário.

Do comércio:

Não admita ter que pagar ou receber por qualquer prática SM, salvo se for um profissional, é claro.

Das punições:

É dever de a sua Senhora puni-lo quando se portar mal, ou quando agir em desacordo com suas regras, mas você deverá ser sempre informado de como e por que a punição estará acontecendo, e deve entendê-la como algo necessário.Estabeleça com ela um safe word (um código de segurança a ser dito quando estiver em desacordo; ex: Te Amo!) para que a brincadeira possa ser interrompida caso não ocorra como planejaram, ou para que não resulte num acidente.

Dos sentimentos:

Uma verdadeira Rainha se interessa por tudo o que provoca, por todas as sensações e sentimentos de seu escravo, particularmente depois de uma sessão.

Dos abusos:

Tanto a submissão, quanto a dominação são características eróticas. Você não tem que ser um submisso 24 horas por dia se não lhe dá prazer. Se não faz parte da sua fantasia, não se preste a este papel. Estabeleça os critérios de sua servidão.


Postado no blog de KINKY SLAVERY

19 de outubro de 2009

Lição de vida !!!


AUTORA: REGINA BRETT, 90 ANOS, DO JORNAL THE PLAIN DEALER, CLEVELAND, OHIO

Para comemorar o avanço da idade, anos atrás anotei 45 lições que a vida me ensinara. Foi a matéria mais solicitada que escrevi em toda a minha vida de colunista. Em agosto meu odômetro marcou 90, então vai aqui mais uma vez a receita:

1. A vida não é justa, mas não deixa de ser boa.

2. Quanto estiver em dúvida, só dê o primeiro pequeno passo.

3. A vida é muito curta para se perder tempo odiando alguém...

4. Seu emprego não vai cuidar de você quando ficar doente. Seus amigos e parentes é que vão fazer isto. Fique em contato.

5. Pague suas dívidas no cartão todos os meses.

6. Você não precisa sair ganhando em todas as discussões. Concorde em discordar.

7. Chore com alguém junto. Cura mais do que sozinho.

8. Não tem problema ficar braba com Deus. Ele aguenta.

9. Poupe para a aposentadoria começando com o primeiro pagamento que recebe.

10. Chocolate? Inútil resistir.

11. Faça as pazes com o passado, para que não estrague o presente.

12. Não tem problema em deixar seus filhos verem você chorar.

13. Não compare sua vida com outras. Você não tem noção da jornada que elas são.

14. Se um relacionamento for secreto, melhor não tê-lo.

15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe, Deus nunca pisca.

16. Respire fundo, que esfria a cabeça.

17. Descarte tudo que não seja útil, lindo ou levante o astral.

18. O que não mata, realmente te deixa mais forte. (Em bom português:
o que não mata, engorda.)

19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda depende só de você, de ninguém mais.

20. Quando o negócio é conseguir o que você ama na vida, não aceite "não" como resposta.

21. Acenda as velas, use o melhor lençol, use aquela lingerie de luxo. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.

22. Prepare-se além do necessário. Depois, acompanhe o andar da carruagem.

23. Seja excêntrico agora mesmo. Não espere a velhice para usar extravagâncias.

24. O mais importante órgão sexual é o cérebro.

25. Ninguém é responsável pela sua felicidade, só você mesmo.

26. Debaixo de cada desastre coloque a seguinte legenda: "Daqui a cinco anos isto ainda terá importância?"

27. Opte sempre pela vida.

28. Perdoe tudo a todos.

29. O que os outros pensam de você não é da sua conta.

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.

31. Por melhor ou pior que seja a situação, ela vai mudar.

32. Não se leve a sério demais. Os outros também não o fazem.

33. Acredite em milagres.

34. Deus ama você pelo que ele é, não por qualquer coisa que você tenha feito ou deixado de fazer.

35. Não faça uma auditoria da sua vida. Apareça e dê o melhor de si agora mesmo.

36. Entre envelhecer e morrer jovem, a primeira opção dá de 10 a 0.

37. Seus filhos só têm uma infância.

38. Ao fim e ao cabo, o que realmente importa é que você amou.

39. Dê uma saída todos os dias. Há milagres esperando por toda as partes.

40. Se amontoássemos nossos problemas e víssemos as pilhas dos outros, faríamos questão de ficar com os nossos.

41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo de que precisa.

42. O melhor ainda está por vir.

43. Não importa como está se sentindo – levante-se, ponha a roupa e compareça.

44. Ceda.

45. A vida não é uma flecha que, uma vez desfechada, sai voando sozinha, mas não deixa de ser uma dádiva.

9 de outubro de 2009

A prisão

O máximo de liberdade que o ser humano pode aspirar é escolher a prisão na qual quer viver. Pode-se aceitar esta verdade com pessimismo ou otimismo, mas é impossível refutá-la. A liberdade é uma abstração.

Liberdade não é uma calça velha, azul e desbotada, e sim, nudez total, nenhum comportamento para vestir. No entanto, a sociedade não nos deixa sair à rua sem um crachá de identificação pendurado no pescoço. Diga-me qual é a sua tribo e eu lhe direi qual é a sua clausura.

São cativeiros bem mais agradáveis do que o Carandiru: podemos pegar sol, ler livros, receber amigos, comer bons pratos, ouvir música, ou seja, uma cadeia à moda Luis Estevão, só que temos que advogar em causa própria e hábeas corpus, nem pensar.

O casamento pode ser uma prisão. E a maternidade, a pena máxima. Um emprego que rende um gordo salário trancafia você, o impede de chutar o balde e arriscar novos vôos. O mesmo se pode dizer de um cargo de chefia. Tudo que lhe dá segurança ao mesmo tempo lhe escraviza. Viver sem laços igualmente pode nos reter.

Uma vida mundana, sem dependentes para sustentar, o céu como limite: prisão também. Você se condena a passar o resto da vida sem experimentar a delícia de uma vida amorosa estável, o conforto de um endereço certo e a imortalidade alcançada através de um filho. Se nem a estabilidade e a instabilidade nos tornam livres, aceitemos que poder escolher a própria prisão já é, em si, uma vitória. Nós é que decidimos quando seremos capturados e para onde seremos levados. É uma opção consciente.

Não nos obrigaram a nada, não nos trancafiaram num sanatório ou num presídio real, entre quatro paredes. Nosso crime é estar vivo e nossa sentença é branda, visto que outros, ao cometerem o mesmo crime que nós nascer foram trancafiados em lugares chamados analfabetismo, miséria e exclusão.

Brindemos: temos todos, cela especial.

Martha Medeiros

7 de outubro de 2009

... vivo


"A únicα verdαde é que vivσ.
Sincerαmente, eu vivσ.
Quem sσu?
Bem, issσ já é demαis..."

Clαrice Lispectσr

3 de outubro de 2009

Sonhar

"Eu acredito em tudo até que seja refutado. Então eu acredito em fadas, nos mitos, em dragões. Quem pode dizer que os sonhos e os pesadelos não podem ser tão reais quanto o aqui e agora? A realidade deixa muito a dever à imaginação."

John Lennon

Eu...


eu sou como eu sou
pronome
pessoal intransferível
da mulher que iniciei
na medida do impossível.

eu sou como eu sou
agora
sem grandes segredos dantes
sem novos secretos dentes
nesta hora.

eu sou como eu sou
presente
desferrolhada indecente
feito um pedaço de mim.

eu sou como eu sou
vidente
e vivo tranquilamente
todas as horas do fim.

Torquato Neto
(modificado)

30 de setembro de 2009

O contrário do Amor

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

Martha Medeiros

24 de setembro de 2009

Belissimo !!!

Sou dos escritores que não sabem dizer coisas inteligentes sobre seus personagens, suas técnicas ou seus recursos. Naturalmente, tudo que faço hoje é fruto de minha experiência de ontem: na vida, na maneira de me vestir e me portar, no meu trabalho e na minha arte.

Não escrevo muito sobre a morte: na verdade ela é que escreve sobre nós - desde que nascemos vai elaborando o roteiro de nossa vida.

O medo de perder o que se ama faz com que avaliemos melhor muitas coisas. Assim como a doença nos leva a apreciar o que antes achávamos banal e desimportante, diante de uma dor pessoal compreendemos o valor de afetos e interesses que até então pareciam apenas naturais: nós os merecíamos, só isso. Eram parte de nós.

O amor nos tira o sono, nos tira do sério, tira o tapete debaixo dos nossos pés, faz com que nos defrontemos com medos e fraquezas aparentemente superados, mas também com Insuspeitada audácia e generosidade. E como habitualmente tem um fim - que é dor - complica a vida. Por outro lado, é um maravilhoso ladrão da nossa arrogância.

Quem nos quiser amar agora terá de vir com calma, terá de vir com jeito. Somos um território mais difícil de invadir, porque levantamos muros, inseguros de nossas forças disfarçamos a fragilidade com altas torres e ares imponentes.

A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura.
Às vezes é preciso recolher-se.

Lya Luft

... feliz !!!

Belos amores perdidos,
Muito fiz eu com perder-vos;
Deixar-vos sim; esquecer-vos
Fora demais, não o fiz.

Tudo se arranca do seio,
- Amor, desejo, esperança...
Só não se arranca a lembrança
De quando se foi feliz.

Vicente de Carvalho

22 de setembro de 2009

Delíciaaa !!!



Respiro o teu corpo

Respiro o teu corpo:
sabe a lua-de-água
ao amanhecer,
sabe a cal molhada,
sabe a luz mordida,
sabe a brisa nua,
ao sangue dos rios,
sabe a rosa louca,
ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca.

Eugénio de Andrade

Nós... Deusas !!!


O Retorno das Deusas


Como "deusa" é caracterizado um tipo complexo de personalidade feminina que reconhecemos intuitivamente em nós, nas mulheres a nossa volta e também nas imagens e ícones que estão em toda a nossa cultura. Segundo a teoria junquiana, as deusas são arquétipos, fontes derradeiras de padrões emocionais que fluem de nossos pensamentos, sentimentos, instintos e comportamentos, caracterizados e tipificados como puramente "femininos". Tudo que realizamos e gostamos, toda a paixão, desejo e sexualidade, tudo que nos impele à coesão social e à proximidade humana, assim como todos os impulsos, tipo absorver, reproduzir e destruir, são associados ao arquétipo universal feminino. Tais conceitos nos foram deixados como herança pelos gregos e todas as culturas antigas, que percebiam estas energias não como abstrações destituídas de alma, mas sim como forças espiritualmente vitais. Quando tais forças se manifestavam num certo comportamento ou experiência, o denominavam de "compulsão de deuses e deusas".

Quando o amor e a paixão afloravam auxiliados pela convulsão hormonal, os antigos se reportavam a história da bela Afrodite que transtornava o estado de espírito, o sono, os sonhos e a sanidade mental do apaixonado.

Na Grécia, as mulheres percebiam que uma vocação ou profissão as colocava sob o domínio de uma determinada deusa a elas veneravam. No íntimo das mulheres contemporâneas as deusas existem como arquétipos e podem cobrar seus direitos e reivindicar domínio sobre suas súditas. Mesmo sem saber a qual deusa está submissa, a mulher ainda assim deve dar sua submissão a um arquétipo determinado por uma época de sua vida ou por toda a existência. Jung chama o arquétipo das deusas de "Transformadoras", porque tendem a surgir em momentos de mudança em nossa vida, como na adolescência, casamento, morte de um ente querido, modificando totalmente nossos sentimentos, percepções e comportamentos. Uma vez que a mulher se torne consciente das forças que a influenciam, adquire total poder sobre este conhecimento. As deusas embora invisíveis, são poderosas e modelam e influenciam o comportamento e emoções. Quanto mais uma mulher souber sobre suas deusas dominantes, mais centrada ela se tornará, tendo o perfeito domínio sobre seus instintos, habilidades e possibilidades de encontrar um significado especial através das escolhas que fará.

Os padrões de deusa também afetam o relacionamento com os homens. Diga-me qual homem que escolhestes que te direi às deusas que moram dentro de ti. Realmente esta escolha ajuda e elucidar afinidades e dificuldades pelas quais passa a mulher que o escolheu.

Temos que ter em mente que, toda mulher tem dons concedidos pelas deusas, mas ela deve aprender a descobri-los e aceitá-los com gratidão. Mas toda mulher também tem deficiências concedidas pelas deusas que deve reconhecer e superar para que possa trilhar o caminho do autoconhecimento e realização.

Os homens também são influenciados pelas várias deusas, pois estas certamente espelham as energias femininas na psique masculina, embora, via de regra, os homens vivenciam-nas como exteriores a si próprios, ou seja, através das mulheres pelas quais são atraídos ou pelas quais se sentem fortemente provocados. Descomplicando, os homens vivenciam as deusas projetando-as nas mulheres de sua vida e nas imagens específicas da mídia que lhes causem deleite ou aversão. Uma melhor compreensão sobre as deusas, fará com que este mesmo homem compreenda o porquê de sua atração por certas mulheres e o fracasso com outras, permitindo então, que ele comece a fazer as escolhas certas.

Muito embora as culturas guerreiras tenham dominado vasto período da história, o culto à Deusa Mãe sobreviveu e floresceu até a época dos romanos. Esta Grande Deusa era venerada como progenitora e destruidora da vida, responsável pela fertilidade e destrutibilidade da natureza. E, ainda hoje, Ela é percebida como um arquétipo no inconsciente coletivo.

As deusas diferem uma da outra. Cada uma delas têm traços positivos e outros negativos. Seus mitos mostram o que é importante para elas e expressam por metáfora o que uma mulher que se assemelha a elas deve fazer. Todas estão presentes no interior de cada mulher. Quando diversas deusas disputam o domínio sobre a psique de uma mulher, esta precisa decidir que aspecto de si própria expressar e quando expressá-lo.

Infelizmente o triunfo dos tempos modernos tornou-se o triunfo do cristianismo e de um Deus Pai Único e Supremo. Os cultos à Grande Deusa Mãe foi se tornando disperso, suprimido e distorcido. A maioria das civilizações atuais, tornaram-se filhas de uma família divorciada. Agora vivem apenas o Pai e estão proibidas de mencionar o nome da Mãe ou de qualquer lembrança sutil daquelas épocas alegres e amorosas em que se vivia em seus braços e na segurança de seu caloroso colo. Tendo apenas o Pai para nos orientar, nós, a despeito de seu amor, tornamo-nos endurecidos, implacavelmente heróicos e severamente puritanos ao tentar esquecer a segurança perdida e a confiança sensual na terra que outrora a Mãe nos proporcionava.

Nos quatros cantos do mundo, porém mais proeminente nos países ocidentais, estamos testemunhando um discreto redespertar do feminino, uma sublevação profunda no âmago da consciência das mulheres. Muitos homens temem e contestam este processo, outros entretanto sentem-se desafiados e estimulados. Observadores mais radicais denominaram este movimento como o "Retorno da Deusa", porque ele parece sugerir a própria antítese da sociedade patriarcal.


É urgente que compreendamos a natureza e a condição dos arquétipos femininos que estão despontando do inconsciente coletivo da nossa cultura. Os sonhos e as experiências interiores de homens e mulheres, temas tratados por romancistas e pela mídia do mundo inteiro, ressaltam imagens ao mesmo tempo antigas (mitológicas), mas radicalmente novas do feminino que vão chegando à consciência. Estas formas estão fermentando dentro de nós, sendo capazes de transformar os modos mais fundamentais de pensarmos sobre nós mesmos. Essas poderosas forças interiores e as imagens e mudanças que provocam são denominadas "DEUSAS".

Rosane Volpatto

16 de setembro de 2009

Hummm...

Devo confessar que é gostoso
ser possuída dessa maneira
por esse homem fogoso.

Deixar de me sentir retraída
e libertar essa fêmea gostosa e exibida
que mora aqui dentro bem escondida.

Devo confessar que morro de tesão
quando barreiras e frescuras não inibem nossa imaginação
e palavras sacanas e picantes temperam nossa relação.

Deixar que os nossos momentos fiquem eternizados
nossos desejos e taras sejam sempre realizados
e que o afeto e carinho sempre nos envolva depois do prazer conquistado.

Devo confessar...

Vânia Brandão

11 de setembro de 2009

Parabéns !Parabéns !Parabéns !Parabéns !

"É um pensamento aterrador que o homem tenha uma sombra a seu lado, composta não só de pequenas debilidades e fobias, mas também de um dinamismo positivamente demoníaco. O individuo raras vezes sabe algo sobre isso; para ele, como individuo, é incrível que, sob certas circunstâncias, ele possa ir para mais além de si mesmo"

Carl Jung

9 de setembro de 2009

...minha alma

"Para os frascos vagabundos sou volátil...
A essência da minha alma pertence apenas aos que me querem bem.
Porque o pouco não me satisfaz e a mediocridade não me vence.
Prefiro lutar, a me contentar com a lama podre dos porcos.
No meu silêncio junto meus pedaços e recobro a serenidade de guerreira."

Fênix Dualista

31 de agosto de 2009

"Eu só acreditaria num Deus que soubesse dançar." Friedrich Nietzsche

O cristo da vez ??? ou Mais um Boi de Piranha ???
A PROFESSORA QUE DANÇOU !!!

Quanta hipocrisia... então vamos demitir TODOS os professores, acadêmicos, juizes, promotores, delegados, desembargadores, médicos, auditores etc. que saem no carnaval da Bahia, dançam em um Forró, ou dançam o Arrocha, o Pagode, o Axé ou até uma das clássicas danças de salão... toda dança tem a conotação erótica mesmo!!! Quem é que não beija na boca publicamente em uma festa??? quem é que não dança de forma erótica, sensual e chamativa??? desde quando estar dançando em um palco em uma festa tira a dignidade e o caráter de alguém??? Dessa forma ao ingressarmos ao serviço publico teremos que nos tornar SANTOS, ABSTÊMIOS, CASTOS ??? ou estaremos adentrando em um convento???

Quanto à calcinha o tal do cantor da banda que levantou a saia da professora ele que agiu de má fé cometeu o crime de ATO OBSCENO disposto Art. 233 do CP - Praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.

Será se fosse um homem exibidindo-se a sociedade seria mais tolerante? Nãooo !!! a sociedade nem tomaria conhecimento e todos achariam LINDO! A professora é uma pessoa humilde que ensina em um bairro humilde com alunos humildes, moradora tbm em um bairro humilde... e se ela fosse de uma família rica, tradicional, com nome e sobre nome pomposo ??? haveria todo esse escândalo ???

Professora!!! procure um excelente advogado processe o Youtube por perdas e danos morais, sua intimidade foi violada, seu direito de ir e vir desrespeitado, vc esta sendo constrangida mundialmente pela INTERNET, sua individualidade hoje é completamente inexistente, esta sendo apedrejada moralmente sem haver cometido um único delito... Meu Deus se dançar for crime seja lá de que forma onde vamos prender tanta gente!!! Imagina só!!! nem dançar o povo brasileiro pode após uma árdua jornada de trabalho e logo aonde na Bahia??? Quanto ao salário irrisório dos professores ninguém se insurge com tanta indignação, quanto à má qualidade do ensino publico não existi clamor social organizado...


Rainha Victoria Catharina




"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música."

Friedrich Nietzsche

30 de agosto de 2009

Viver

Na verdade, o homem não busca nem o prazer nem a dor, mas sim apenas a vida. O homem procura viver intensamente, completamente, perfeitamente. Quando conseguir fazer isto, sem lesar a liberdade alheia e sem nunca ser lesado, quando todas as suas atividades só lhe proporcionarem satisfação, ele será mais saudável, mais normal, mais civilizado, mais si mesmo. A felicidade é a medida pela qual o homem julga a natureza e avalia até que ponto está em harmonia consigo mesmo e com o ambiente.

Oscar Wilde

21 de agosto de 2009

...cárceres

"As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras.
As convicções são cárceres."
Nietzsche

... como dois animais

Foi mistério e segredo
E muito mais

Foi divino brinquedo
E muito mais
Se amar como
Dois animais...


Alceu Valença

16 de agosto de 2009

Meu sonho de infância, minha eterna Rainha

Toma esta espada, cavaleiro.
Exerce com ela o vigor da justiça
e derruba o poder da injustiça.
Dispersa os inimigos da justiça;
Protege as viúvas e os órfãos.
O que estiver abatido, levanta-o.
O que tiveres levantado, conserva-o.
O que estiver fraco fortalece-o.
Cuida e protege quem Te serve
É assim que chegarás a gloria: somente com o triunfo da virtude,
para que a justiça tenha um apoio neste mundo
e o furor dos maus tenha um freio.
Seja bravo justo e caridoso para que você possa se amar
E sua consciência permitir encarar ao Ser Infinito que te criou.

Cavaleiros, o mal se abateu sobre nossas vidas
Mas diante de nosso juramento
Não vacilaremos, nem recuaremos
Somos todos mortais,
Mas o que nos torna mortais
São os nossos temores,
Porém nossos desejos nos tornam imortais
Porque nossos desejos nos fazem ir mais longe

Somos cavaleiros valentes e fortes
E se nos escondermos.
Não mostraremos nossa força e coragem ao inimigo
E seremos como nuvens carregadas que não trazem chuvas.
Com muito barulho, mas nenhuma atitude.

Chamo-vos para seguir-Me
E de certo os porei em perigo
E vereis o ódio nos olhos do inimigo

Avancemos, Eu os liderarei
Me sigam.....
Se Vencermos, jubilaremos todos
E o vermelho que cobrirá as ruas
Será da alegria do vinho..
E não mais do sangue de nossas vidas
Se Eu morrer, Me vinguem
Pois Meu espírito estará vivo
Nas laminas de vossas espadas
Mas se Me virem recuar, se Eu desistir
Não hesitem em Me matar
E deixar ali meu corpo sob os cascos dos cavalos
Para que dilacerem a minha face
E desfigure o semblante de Minha vergonha.

Lutaremos..


Após o que o Oficiante Cavaleiro dizia :

"Senhor, é para que a justiça tenha um apoio neste mundo
e o furor dos maus um freio
que permitiste aos homens,
por uma disposição particular,
o uso da espada"

Investidura em cavaleiro de D. Nuno Álvares Pereira
perante a Rainha D. Leonor e toda a corte em Lisboa
1373.

14 de agosto de 2009

Eu...

Mas, por todas os caminhos que você decidir seguir
Por tudo aquilo que você deseja encontrar
E por tudo aquilo que você tiver que deixar para trás
Quero estar com você neste caminho
Poder ser sua luz
Estar dentro das trevas e te proteger se elas te envolverem
No meio da noite sinto suas esperanças, sinto seus sonhos
E de dentro da escuridão ouço seus gritos.
Não fuja, apenas segure Minha mão
E até o ultimo instante Eu estarei ali
Eu nunca irei embora
E tudo que Eu lhe peço
É que acredite

Por todo tempo que você perdeu
Por todas lágrimas que você derramou
E por todos os medos que você teve que guardar
Peço que que Me entregue tudo isso
E os acorrentarei dentro de Mim para que não sofra
Enquanto você desabrocha mais e mais
Enquanto suas asas crescem
Enquanto não amanhece
E Eu possa ver o brilho dos seu olhos
Tão intenso quanto seu sorriso

Segure Minha mão
Sinta Meu abraço
Por você Eu estarei na luz e nas trevas
Até o ultimo instante
E não irei embora
E só que te peço
É que acredite.


Alessandro

13 de agosto de 2009

Alma

"A alma humana é um manicômio de criaturas. Se a alma pudesse revelar-se com verdade, nem houvesse um pudor mais profundo que todas as vergonhas conhecidas e definidas, seria, como dizem da verdade, um poço, mas um poço sinistro cheio de ecos vagos, habitado por vidas ignóbeis, viscosidades sem vida, lesmas sem ser, ranho da subjetividade"
F. P.

12 de agosto de 2009

Veneno...

Veneno
Não me beije que eu tenho veneno
É meu preço não faço por menos
Mas depois te amarei

Marina Lim

...eu sou

Quero ser pornográfica, incontida, impulsiva. Quero ser selvagem.
E quero ser sempre assim: essa é a minha meta.
Não quero dar satisfação a ninguém. Não quero prestar contas senão a mim mesma.
Quero fantasiar cenas tórridas com qualquer estranho.
Quero desejar seu sexo a todo instante. Fantasiar coisas sem sentido.
Quero ter a voracidade no olhar, a volúpia na pele e te devorar a todo o instante.
Quero ser indecente, devassa.
Quero ser uma mulher de Nelson Rodrigues. E de João, de Carlos, de Manoel, de Felipe, de Daniel... e de todos os homens que cruzarem o meu caminho.
Quero ter você impresso na minha retina.
Quero seu gozo gravado na minha memória.
Quero suas unhas na minha carne.
Quero gozar um gozo novo a cada dia.
Quero ser vouyer.
Quero ser exibicionista.
Quero ser diferente.
Quero ser a melhor.
Quero ser a única.
Quero ser santa.
Quero ser puta.
Quero ser sua.

Bia Quadros

Sou tua dona

Te faço propostas indecentes,
E não me rendo nem me entrego completamente
Sou apenas eu...a tua fantasia!!
E assim permito que navegue no mar do meu desejo.
Que sinta o sabor da minha pele.
Te marco com o meu cheiro...
Enlouqueço tua razão!!
Desnorteio os seus sentidos...
Te torno anjo alado,
Para que experimente o pecado!
Exploro os meandros de sua intimidade...
Enrosco minha língua na Tua...
E que o universo seja pequeno,
Para que possa me servir...
Vem...
Seja meu prisioneiro
meu servo
meu macho
Porque eu...

Sou Tua Dona

Excitante

Quero você, submisso as minhas vontade, disponível aos meus desejos e servil as minhas loucuras...

Cris

Cuidado...

Meu corpo é assim,
como um vestido antigo,
com duzentos botões...
que você deve desabotoar,
devagar...com calma...
com carinho...para não amassar a seda,
nem machucar as dobras...

Maria Teresa Alban

8 de agosto de 2009

Reais confissões ...



"Se meus demônios me abandonarem, temo que meus anjos desapareçam também"

Rilke

"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é..." Catetano Veloso

"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é..." Catetano Veloso

Musica em minha vida para tocar a tua!

"A vida:... uma aventura obscena de tão lúcida..." Hilda Hist

"És um dos deuses mais lindos...Tempo tempo tempo tempo..." Caetano Veloso

"SOU METAL, RAIO, RELÂMPAGO E TROVÃO..." Renato Russo

"SOU METAL, RAIO, RELÂMPAGO E TROVÃO..." Renato Russo
RAINHA VICTORIA CATHARINA

"De seguir o viajante pousou no telhado, exausta, a lua." Yeda P. Bernis

"Falo a língua dos loucos, porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos" Fernando Veríssimo

"O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós."