EU... Eu, eu mesmo... Eu, cheia de todos os cansaços, Quantos o mundo pode dar. — Eu... Afinal tudo, porque tudo é eu, E até as estrelas, ao que parece, Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças... Que crianças não sei... Eu... Imperfeita? Incógnita? Divina? Não sei... Eu... Tive um passado? Sem dúvida... Tenho um presente? Sem dúvida... Terei um futuro? Sem dúvida... A vida que pare de aqui a pouco... Mas eu, eu... Eu sou eu, Eu fico eu, Eu... (Fernando Pessoa)

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16 de agosto de 2013

Sentimentos...


"Cansada de pessoas vazias, com sentimentos rasos. Não sei viver de brevidades, de falta de sonho, de falta de coragem. Acho que a vida é um risco, e arrisco, sem melindres, sem metades, sem guarda-chuva, armadura ou máscara. Eu visto uma só arma: o sorriso. E persisto."


Michelle Trevisani


18 de setembro de 2012

Objeto...



"... para a doença masculina do auto-desprezo o remédio mais eficaz é ser objeto do amor de uma mulher inteligente."

Friedrich Nietzsche


4 de agosto de 2012

Dádivas !!!




"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."



Clarice Lispector




29 de junho de 2012

Silêncio que fala...





A voz do silêncio


"Pior do que uma voz que cala, é um silêncio que fala!"


Simples, rápido! E quanta força!


Imediatamente me veio à cabeça situações em que o silêncio me disse verdades terríveis pois, você sabe, o silêncio não é dado a amenidades. Um telefone mudo. Um e-mail que não chega. Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca. Silêncios que falam sobre desinteresse, esquecimento, recusas.


Quantas coisas são ditas na quietude, depois de uma discussão. O perdão não vem, nem um beijo, nem uma gargalhada para acabar com o clima de tensão. Só ele permanece imutável, o silêncio, a ante-sala do fim. É mil vezes preferível uma voz que diga coisas que a gente não quer ouvir, pois ao menos as palavras que são ditas indicam uma tentativa de entendimento.


Cordas vocais em funcionamento articulam argumentos, expõem suas queixas, jogam limpo. Já o silêncio arquiteta planos que não são compartilhados. Quando nada é dito, nada fica combinado. Quantas vezes, numa discussão histérica, ouvimos um dos dois gritar: "Diz alguma coisa, mas não fica aí parado me olhando!" É o silêncio de um mandando más notícias para o desespero do outro.


É claro que há muitas situações em que o silêncio é bem-vindo. Para um cara que trabalha com uma britadeira na rua, o silêncio é um bálsamo. Para a professora de uma creche, o silêncio é um presente. Para os seguranças de um show de rock, o silêncio é um sonho. Mesmo no amor, quando a relação é sólida e madura, o silêncio a dois não incomoda, pois é o silêncio da paz.


O único silêncio que perturba é aquele que fala. E fala alto. É quando ninguém bate à nossa porta, não há recados na secretária eletrônica e mesmo assim você entende a mensagem.



Martha Medeiros

15 de março de 2012

Páginas...

"Trago lágrimas, sorrisos, histórias, abraços… trago momentos felizes, momentos de decepção. Carrego pessoas, amores e desamores, amigos e inimigos, desafetos, paixões… Não sou um livro aberto, mas também não tão fechado que você não consiga abrir, basta ter jeito, saber tocar as páginas, uma a uma, e descobrirá de que papel é feito cada uma delas."

Caio Fernando Abreu

19 de dezembro de 2010

Homens de calcinha e homens que gostam de vê-los são mais comuns do que se imagina.


Exocet calcinha!

Homens de calcinha e homens que gostam de vê-los são mais comuns do que se imagina - sem que isso signifique abrir mão da masculinidade

Uma calcinha, pra chamar de minha;
Um baby-doll, pra sair ao sol;
Um sutiã, pra pôr amanhã;
Meia rendada, pra ficar ousada!
(Autor desconhecido)

Era tarde de um sábado ensolarado quando Felipe Júnior**, 29 anos, saiu de casa para um encontro sexual. Ele tinha um perfil ousado em um site de paquera e, dias antes, havia recebido uma mensagem do usuário Gustavo. Estava curioso - afinal, Gustavo se dizia hétero. Trocaram MSN e marcaram, mas não sem antes Gustavo fazer um "pedido exótico". Era a primeira vez que pediam aquilo a Felipe, mas ele atendeu. Por isso, a camiseta e o jeans escondiam um bumbum recém-depilado - e uma calcinha branca bem cavada, que ele havia "tomado emprestado" da irmã...

Calcinhas para todos
Achou estranho? Pois homem de calcinha é um fetiche bem mais freqüente do que pensamos. Ocorre entre pessoas de todas as orientações sexuais, e há vários "níveis" de elaboração: enquanto, para alguns, só a calcinha basta, outros "turbinam" o look com sutiãs, meias-calças, camisolas e até com saias, blusinhas ou maquiagem.

Felipe conta que, depois da experiência, outros rapazes pediram a mesma coisa. Gustavo se identificava como hétero, daqueles "liberais" - mas nosso aventureiro também usou lingerie para um bissexual, três gays e, depois, para outro hétero. Também houve evolução no vestuário. Depois da calcinha branca roubada, que ele já devolveu, permitiu-se usar baby-doll, sutiã e até desfilar de meia-calça num sex club.

Hoje, o moço mantém uma pequena coleção de quatro calcinhas, uma das quais comprou com a consultoria de um amigo. Três, ele adquiriu de uma amiga que vende lingerie. Aliás, uma amiga que já ornamentou o próprio namorado com uma de suas peças.

Destacar as orientações sexuais e os tipos de relacionamento é importante para tentar responder as primeiras perguntas que vêm à cabeça: seriam esses homens travestis, transexuais, crossdressers (CDs)? Querem "virar mulher"? E os que pedem para usar, seriam enrustidos, com problemas em admitir que curtem outro cara? A resposta para todas elas é "não necessariamente!"

Primeiras calcinhas
O sociólogo Nando Tavares, 38 anos, é adepto das calcinhas: "Tive um namorado com quem fiquei oito anos. Ele era bi. Uma vez, pediu para eu usar. Na época, eu fazia análise lacaniana e estava tratando da minha relação com o feminino. Estava num ponto que descobri que podia brincar com essas categorias".

Tavares usa as calcinhas tanto para os parceiros quanto para si: "Eu curto usar, tanto que, às vezes, visto para trabalhar. Uso mesmo sem previsão de encontro". Para o sociólogo, trata-se de "uma categoria que está um passo antes da crossdresser".

Se for assim, Riccardo Navalha, 35, logo dará o próximo passo. Navalha ainda não usou calcinha, mas se exibe com meias 7/8 na internet, via webcam: "Estou num estágio evolutivo. Futuramente, quero virar CD, mas vai ser aquela coisa esporádica de balada. Quero ter a sensação de seduzir um homem como se fosse mulher".

Felipe Júnior, porém, discorda da comparação com as CDs, pois a história dele é outra: "Eu, por mim mesmo, não curto usar calcinha. Para eu curtir, ela tem de estar num contexto - no caso, a submissão. É aí que vem o tesão, porque estou usando pro cara como uma forma de submissão, da mesma maneira que ser xingado, levar uns tapinhas na transa. Fora dali, não uso, nem tenho vontade. Do mesmo modo, se um cara me xingar em outro contexto, leva voadora", brinca.

Jogo de calcinhas
Essa questão da dominação-submissão foi uma das mais recorrentes nas entrevistas. O jornalista João Sampaio, 40, gay assumido, é um dos que curtem ver um homem de calcinha: "Acho excitante. Destrói o mito de que calcinha é coisa de mulher. Há um mix de excitação, tesão e submissão que me deixa louco".

Ué, mas calcinha não é coisa de mulher? "Não existe coisa de mulher, a não ser a vagina - e mesmo esta pode ser fabricada. Os homens não usam por gosto ou pressão social. A submissão não está em mudar a imagem, mas em fazer algo que está na contramão da cultura. É uma forma de revolução", diz o jornalista.

Para o psicólogo e professor de filosofia Renato Z. Hoffmann, 29, o jogo de dominação-submissão de fato pode estar presente: "Se considerarmos apenas uma leitura clínica de interpretação do inconsciente, poderia afirmar que sim. Na fantasia, é manifesta toda a submissão: é prazerosa e sofrível, é humilhante e compensatória, apropria-se de todo um tabu do proibido em relação à prática assumida e em relação ao papel da mulher".

Calcinhas & Cia
Dominação e submissão também aparecem na história de Paulo Silveira, 34, outro gay assumido, que tem um relacionamento aberto de longa duração. Silveira adora efeminados e o namorado até já se vestiu de "panterinha" para ele: "Gosto da produção completa: calcinha, meia, baby-doll, vestidinho... E tem de gemer, falar fininho, ganhar nome, fazer cara de mulher, boquinha, batom... Se o cara for lisinho ou depilado, melhor".

Quando perguntado se isso não seria desejar uma mulher, Silveira, que é preferencialmente ativo, respondeu que, de certa forma, se trata de um "fetiche-tabu, porque mexe naquele estigma de haver um ativo másculo, que tem o papel de macho; e um passivo biba, que é a mulherzinha", mas que existe a "fantasia da ambigüidade. Não que você esteja penetrando uma mulher. Você está penetrando um homem que pode ser feminino. É diferente. Tem também o lance da estética. Fica bonita uma calcinha num homem. Valoriza o bumbum".

Já o gestor de processos Antônio Trevisan, 38, gosta do contraste. Para ele, quanto mais másculo for o homem que usa a calcinha - e outras peças -, melhor: "Gosto de ver o parceiro, com pêlos, usando as peças. Se ele tiver um corpo feminino, não tem o mesmo sabor".

Adepto do BDSM e dominador, Trevisan também vê um sinal de submissão no uso da calcinha, embora com outros olhos: "Dá uma sensação de humilhação, porque não é o perfil do parceiro. Pra mim, humilhação é a sensação de que você está fazendo algo que não quer fazer, faz porque é submisso. A sensação é a de que a pessoa não queria usar. Usou pra mim. Gosto de sentir isso".

Calcinhas superpoderosas
No entanto, dominação e submissão podem se ajustar de outros modos. "A calcinha me dá mais poder. Estou usando algo que as mulheres pensam ser exclusivo delas, seduzindo, tendo o mesmo poder. Estou mostrando ao homem que ele não precisa de mulher, que sou melhor. Eu só finjo que sou submisso, porque sou eu quem está no comando", diz o sociólogo Nando Tavares, que, de calcinha, nunca saiu com "gay, gay mesmo".

Essa "dominação da lingerie" pode ir além. Riccardo Navalha, que quer virar CD, assume-se preferencialmente passivo, mas curte dominar - e é em busca de parceiros ativos e submissos que ele vara noites na web. Até mesmo a suposta identificação "o que usa calcinha faz passivo", que podemos inferir a princípio, não é tão "certa" assim.

Felipe Júnior conta que, em suas andanças online, já recebeu propostas para transar com outro homem de calcinha. O outro usando a calcinha e sendo ativo.

Por: João Marinho

Transcrito do site: A Capa

24 de novembro de 2010

Problematizando o prazer e a dor a partir da Psicanálise



SADOMASOQUISMO:

Problematizando o prazer e a dor a partir da Psicanálise

Somente pelo conhecimento da dimensão histórica do homem é que se poderão questionar tabus, preconceitos, crendices e interditos que fortemente se acumularam em torno da sexualidade.
(Juçara Cabral)

RESUMO: Freud expõe (1908), através de suas pesquisas, que existe uma relação entre a Moral Sexual e as Doenças da Modernidade, demonstrando suas hipóteses, sob a ótica psicanalítica, a partir de uma revisão minuciosa e singular de uma publicação de Von Ehrenfels (1907) que assinalou a moral sexual como natural (inata) e a civilizada construída sobre os moldes da cultura).

Ao se apossar desse debate, Freud fará um recorte sobre alguns dos fatores que induzem o ser humano a buscar incessantemente formas compensatórias de satisfação pessoal, especialmente, no âmbito da sexualidade, devido às exigências do progresso e desenvolvimento da civilização promoverem um “desequilíbrio” no indivíduo.

Reconhece que a sexualidade é fonte de distúrbios psíquicos, causados pelo controle exacerbado e intransigente dos ditames das leis e normas de conduta, precipitados especialmente sobre a ordem sexual do sujeito. O texto propõe uma panorâmica acerca do que podemos chamar de história do sadomasoquismo, que nos permitirá entender o mecanismo psíquico mobilizador da busca do prazer pela dor. Na idade média, esta associação inusitada é percebida como busca de salvação. Na modernidade, é vista como um desvio. Na contemporaneidade, um ato libertino. Afinal, como a Psicanálise compreende esse comportamento?

PALAVRAS-CHAVE: cultura, sexualidade, ética.

O que significa sadomasoquismo? Quais os prováveis fatores que conduzem o ser humano a tornar-se sádico e/ou masoquista? Como Freud entabula o debate em torno da moralidade e da sexualidade, em particular em seu formato psíquico que o sadomasoquista lhe confere?

O estudo será conduzido através do isolamento conceitual da rede semântica que lhe é relativa no texto de Sigmund Freud, Moral Sexual ‘Civilizada’ e Doença Nervosa Moderna.

Os sociólogos convergem para uma análise da constituição das sociedades, tendo como base a idéia de transformação. Ela parece ser a pedra de toque da Antigüidade e da Idade Moderna. Tal transformação, na passagem de um período para outro, causou um grande desequilíbrio em todos os aspectos: sociais, políticos e econômicos. Uma das instituições mais representativas desse período é a Igreja. Ela transmitiu normas de conduta à posteridade, estando presentes, ainda hoje, em muitas culturas.

No cenário dos séculos IV e V d.C., o que se pensava a respeito do corpo, já era suficiente para responsabilizá-lo por todo mal que existia na “face da terra”, ou seja, que poderia vir a desestruturar os valores “éticos e morais” da civilização. Agostinho, um dos grandes pensadores de sua época, após converter-se à fé cristã, iniciou uma busca pela resposta de algo que o incomodava muito “Por que o mal?”. Segundo Juçara Cabral, “[...] ele encontra respostas nas leituras neoplatônicas: ‘o mal é a privação do ser, é limite, é carência (...) o conhecimento de Deus somente pode ser atingido pela purificação que liberta de tudo o que pertence ao mundo sensível” . Com isso, é expedida a ‘doutrina moral pessimista agostiniana’, que tem como objetivo principal impugnar o mal (sexo, prazer e conforto material). “Disso resulta a culpa que sempre expressou, por ter experimentado o prazer decorrente do ato sexual” .

Agostinho foi o pensador mais influente para o estabelecimento da moral cristã no mundo ocidental. Havia uma busca pelo equilíbrio e moderação na escolha dos prazeres sensíveis e espirituais, em que a primazia estava em atingir o estado supremo da felicidade, devendo, assim, o homem ter o rigor de caráter que o colocasse em uma posição de total indiferença em face da dor e da infelicidade.

A base filosófica da sua era foi precedida pelo pensamento grego, na qual o corpo e a alma eram distintos. O corpo, sendo o ‘templo do pecado, lugar de perdição’ sempre fora inferior à alma – única via de salvação, eterna, indestrutível e imortal. A ‘vestimenta’ chamada de corpo deveria, portanto, ser controlada. Constata-se esse elemento no Fédon de Platão, por exemplo.

Muitos especialistas nos revelam que a Antigüidade tem atitudes de controle para com a realidade corporal. Esse rigor é invariável na história? Somos hoje mais liberados que os antigos? O que nos diz Freud a esse propósito? O discurso freudiano é aqui manejado a partir de sua visão da moral sexual civilizada. Quais as conseqüências psíquicas sofridas por homens e mulheres quando sua necessidade de expressão sexual é reprimida (coibida, represada) pelos fatores de ordem cultural: religião, família, política, economia e educação? Freud explica esse drama da contenção do desejo individual para o arranjo no equilíbrio da civilização?

A moral requer do indivíduo uma obediência às normas (mandamentos e proibições) explicitamente estabelecidas pela sua cultura. De acordo com Dorch, “O princípio da moralidade corresponde à lei de Kant – entre os sistemas funcionais da personalidade (superego, ego, id). O superego trabalha pelo princípio da moralidade. [...] é o sistema de normas legais introjetadas, que exige do ego cumprimento incondicional e procura alcançar uma aproximação maior possível do ego, do ego ideal. Em oposição ao superego, o ego trabalha pelo princípio da realidade e, o id pelo princípio do prazer.

Na compreensão do autor, o ‘ego’ e o ‘id’ são submissos ao ‘superego’. Este afeta diretamente toda a ordem psíquica, que estrutura e comanda o funcionamento normal do corpo, podendo causar um desequilíbrio interno e também externo. Então, a saúde e a eficiência do ser humano estão sujeitas a sofrerem danos, graças às exigências sociais e econômicas impostas pela civilização. Cada vez mais se torna absolutamente indispensável, na luta pela sobrevivência, sustentar esse ‘estado de guerra’ que é a expansão do progresso tecnológico.

O confronto entre o desejo e o sentimento de dever, que são forças éticas e estéticas que construímos psiquicamente, é responsável pelo aparecimento de conflitos psíquicos que, “[...] inflamam os espíritos, exigindo violentos esforços da mente e roubando tempo à recreação, ao sono e ao lazer”. O cultivo e exaltação da individualidade, fidelidade a si próprio, falta de tempo, instrumentalização do sexo, disputas internas pelo poder, descartabilidade e consumismo, são fatores que viabilizam o aparecimento das neuroses – altamente nocivas à vida sexual do indivíduo. Esses indicativos da letra freudiana apontam para a realidade patológica como derivada da ‘proteção’ que o individuo é incitado a promover em favor da virtude?

A supressão e sublimação dos instintos sexuais, a abstinência, a libido represada, o erotismo, a infidelidade, as impressões infantis, as atividades auto-eróticas (masturbação) na primeira infância, a precocidade sexual, a escravidão ao hedonismo e a própria liberdade sexual desmedida podem vir a causar uma anomalia psíquica (irregularidade, anormalidade), alterando o comportamento sexual de homens e mulheres na busca pelo prazer. Expressos sem controle, tais comportamentos serão identificados como pervertidos, seus agentes como indivíduos desmoralizados, depravados. Nessa categoria, além dos homossexuais, encontram-se os sadomasoquistas.

Novaes apresenta uma citação de ‘Totem e Tabu’ na qual Freud diz: “Não vemos, efetivamente, que necessidade haveria de se proibir o que ninguém deseja realizar. Aquilo que se acha severamente proibido tem que ser objeto de desejo”. Ao que Novaes comenta: “Se o objeto total a que aspira a pulsão é interditado, abre-se a possibilidade, exclusivamente humana, de criar seus objetos e diversificar seu gozo”.

O sexo é uma necessidade psico-biológica no homem. Uma maneira de perpetuar a espécie, não somente pela procriação propriamente dita, mas, também, pela manutenção de uma vida saudável (mental e fisicamente), que infere na sobrevivência e lhe garante o bem-estar psíquico.

Se considerarmos o sadomasoquista nessa perspectiva, o veremos como um pervertido, que através de atitudes agressivas, investidas contra outrem ou ele próprio, satisfaz o seu id e o seu ego, medindo forças contra o superego e, dessa forma, atinge o ponto culminante do prazer. Um modo de funcionar específico lhes caracteriza: a busca incessante pela obtenção de prazer, mesmo que este sentimento de satisfação, de deleite, tenha significados relativos ao sofrimento.

“Por que, pergunta Bullough, as preocupações com o sadismo e o masoquismo crescem tanto em importância na imaginação sexual moderna, tanto profissional quanto popular? Em maior ou menor grau, responde ele, isso ocorreu em virtude da profunda doutrinação cultural provocada pelo cristianismo, com sua celebração da agonia na cruz e seu sonho de redenção por intermédio do sofrimento de Cristo. Assim, as disposições e inclinações sexuais podem estar culturalmente arraigadas sem ser biologicamente universais” .

Sem pretender estabelecer um vínculo causal, cumpriria o sadomasoquismo um papel construído pela cultura, especialmente influenciado pelo cristianismo, ao conceber e estimular um certo sofrimento como modo de chegar ao paraíso? Ou trata-se de uma manifestação patológica das expressões sexuais?

“Havelock Ellis foi além e sustentou que o sadomasoquismo não se baseava necessariamente na crueldade, mas podia, em vez disso, ser motivado pelo amor: ‘O masoquista deseja experimentar dor, mas deseja, em geral, que seja infligida por amor; o sádico deseja infligir dor, mas, em alguns casos, se não na maioria, deseja que isso seja sentido com amor”.

Segundo Masters, Johnson e Kolodny, especialistas no estudo da sexualidade contemporânea, “As formas de sadismo percorrem toda a escala, desde jogo ‘gentil’, cuidadosamente controlado com um parceiro voluntário, até comportamento agressivo, que pode incluir tortura, estupro ou mesmo prazer no assassinato”.

Afinal, qual a relação entre o sadomasoquismo e a moral sexual moderna? A partir da análise de alguns dados dos textos utilizados para a construção desse trabalho, emergem vários fatores que transformam os comportamentos humanos, estando em evidência os econômicos, os políticos, os sociais, os éticos, os morais e os culturais, que, indiscutivelmente, promovem um antagonismo entre a civilização e a vida instintual do indivíduo.

“Para Freud, o ser humano é dotado de um sistema invisível que designou de inconsciente. Este é fruto do conflito de forças psíquicas encontradas no interior do psiquismo e também o resultado da luta entre o Eu e os impulsos de natureza inconsciente. Funciona como se o Eu permitisse a manifestação de alguma vontade, desde que esta vontade se mostrasse disfarçada. O disfarce são os sintomas, os sonhos e os lapsos.

O sadomasoquismo é um modo de expressão dos desejos reprimidos no inconsciente do ser humano, devido às altas exigências da vida moderna civilizada. Poder-se-ia pensar que cada indivíduo tem sua liberdade de escolha, quando se trata da busca pela felicidade, pelo prazer, mesmo que seja através da dor?

Rosangela Dórea Santana

22 de novembro de 2010

Sua Dor, Nosso Prazer



Sua Dor, Nosso Prazer:
Ótima combinação erótica

Adoro realizar fantasias e fetiches de meus paqueras. Amo deixá-los loucos. Uns anos atrás tive rolo com um cara que adorava umas bolachas na cara, aproveitei pra desestressar. Ele sempre queria mais, então tive que apelar para o Santo Google - porque se não tá no Google, Deus não inventou ainda. Aprendi muito sobre o sadomasoquismo-erótico. Vamos aos conceitos básicos: o sadismo é praticado por aquele que sente prazer em ver o outro sofrer psicologicamente e/ou fisicamente. Em contrapartida, há o masoquista que é aquele que tem prazer em ser dominado e/ou flagelado.

Uma das primeiras perguntas que me fiz foi: e a dor, o que fazem com ela? Aí que está a chave do negócio. O tchan deste fetiche não é causar dor, mas estimulá-la. A diferença? Calma, boy!

Quando o cérebro registra sinais de dor, libera uma substancia muito conhecida, chamada endorfina. Além de reduzir dor, sua função é de dar uma sensação de bem estar - uma compensação pelo estresse que o corpo estaria vivenciando. Mas a pergunta permanece: e a dor? Seria suprimida pela liberação da endorfina. Além disso, sabe-se que algumas pessoas são mais sensíveis à dor do que outras. Fatores psicológicos explicariam essa maior ou menor sensibilidade. A ansiedade e a depressão seriam os principais fatores responsáveis por essa variação. Logo, num estado erótico e relaxante, alguns pontos sensíveis do corpo poderiam serem estimulados sem causar grande dor e o cérebro, em seguida, liberar a endorfina.

Acha que só isso não te convence a experimentar? Bem, então vamos à outra descoberta da década de 90. Segundo Dana Thomas (1993), o corpo tem alguns nervos entre a derme e a epiderme que se estimulados causariam prazer ao invés de dor. Pois é, aí já são três pontos a favor do sadomasoquismo-erótico. Vamos deixar bem claro que estou falando do fetiche erótico e todas as brincadeiras não avançam além do suportável.

Exige muita confiança mútua, além de alguns segredinhos para saberem quais são os limites.

Sabia que alguns dominadores cobram fortunas para serem senhores de adeptos do masoquismo?! Verdade. È uma arte que envolve sutis requintes de percepção que levam anos para serem aprimorados. Os dominadores têm que perceber através da ereção, olhar e voz se as suplicas são verdadeiras ou se fazem parte do jogo. Alguns usam palavras-chaves que servem para dizer que o limite foi alcançado. Existe uma série de regras éticas que servem para manter o anonimato, como por exemplo, não deixar marcas em lugares visíveis. Aqui, há uma preocupação com o deboche público, por ser uma prática ainda cheia de preconceitos.

Para finalizar, segundo Wilma Azevedo autora do livro "Sadomasoquismo sem medo" (1998), existe uma classificação de seis tipos de “SM(Sado-masoquismo): O S.M. (sádico-maldoso), o S.P. (sádico-psicopático), o M.C. (masoquistacompulsivo), o M.P. (masoquista-psicopático)são totalmente diferentes do S.M.E. (sadomasoquista-erótico)”.


Tek

(Reproduzido do Blog: http://4acidos.blogspot.com)

31 de outubro de 2008

Meu sertão

Imagens Para Orkut-Adianta querer saber muita coisa? O senhor sabia, lá para cima - me disseram. Mas, de repente chegou neste sertão, viu tudo diverso diferente, o que nunca tinha visto. Sabença aprendida não adiantou para nada... Serviu algum?

Viver é muito perigoso... Porque aprender a viver é que é o viver mesmo... Travessia perigosa, mas é a da vida. Sertão que se alteia e abaixa... O mais difí­cil não é um ser bom e proceder honesto, dificultoso mesmo, é um saber definido o que quer, e ter o poder de ir até o rabo da palavra.

Guimarães Rosa

29 de outubro de 2008

Dia Nacional do Livro

folheando livro 9

"Oh! Bendito o que semeia Livros ... livros à mão cheia ... E manda o povo pensar! O livro caindo n'alma É germe – que faz a palma, É chuva – que faz o mar."

Castro Alves

"Um livro é um pássaro com mais de cem asas para voar"

Ramon Gomez de la Serna

8 de outubro de 2008

Quem sou eu ???

Quem sou eu?? Quando não temos nada de prático nos atazanando a vida, a preocupação passa a ser existencial. Pouco importa de onde viemos e para onde vamos, mas quem somos é crucial descobrir.

A gente é o que a gente gosta. A gente é nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nosso esporte, as cidades que nos encantam. Você não está fazendo nada agora? Eu idem. Vamos listar quem a gente é: você daí e eu daqui.

Eu sou outono, disparado. E ligeiramente primavera. Estações transitórias.

Sou Woody Allen. Sou Lenny Kravitz. Sou Marilia Gabriela. Sou Nelson Motta. Sou Nick Hornby. Sou Ivan Lessa. Sou Saramago.

Sou pães, queijos e vinhos, os três alimentos que eu levaria para uma ilha deserta, mas não sou ilha deserta: sou metrópole.

Sou bala azedinha. Sou coca-cola. Sou salada caprese. Sou camarão à baiana. Sou filé com fritas. Sou morango com sorvete de creme. Sou linguado com molho de limão. Sou cachorro-quente só com mostarda e queijo ralado. Do churrasco, sou o pão com alho.

Sou livros. Discos. Dicionários. Sou guias de viagem. Revistas. Sou mapas. Sou Internet. Já fui muito tevê, hoje só um pouco GNT. Rádio. Rock. Lounge. Cinema. Cinema. Cinema. Teatro.

Sou azul. Sou colorada. Sou cabelo liso. Sou jeans. Sou balaio de saldos. Sou ventilador de teto. Sou avião. Sou jeep. Sou bicicleta. Sou à pé.

Você está fazendo sua lista? Tô esperando.

Sou tapetes e panos. Sou abajur. Sou banho tinindo. Hidratantes. Não sou musculação, mas finjo que sou três vezes por semana. Sou mar. Não sou areia. Sou Londres. Rio. Porto Alegre.

Sou mais cama que mesa, mais dia que noite, mais flor que fruta, mais salgado que doce, mais música que silêncio, mais pizza que banquete, mais champanhe que caipirinha. Sou esmalte fraquinho. Sou cara lavada. Sou Gisele. Sou delírio. Sou eu mesma.

Agora é sua vez.



30 de outubro de 2007

...

"Estou hoje num dos meus dias cinzentos; dia em que tudo é baço e pesado como a cinza, dia em que tudo tem a cor uniforme e nevoente dele, desse cinza em que às vezes sinto afundar o meu destino. Fizeram-se ruínas todas as minhas ilusões, e, como todos os corações verdadeiramente sinceros e meigos, despedaçou-se o meu para sempre."
Florbela Espanca

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4 de outubro de 2007

Paciencia

Se cada dia cai
dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.
Há que sentar-se na beira

do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.

Pablo Neruda

29 de setembro de 2007

Modo de usar

EU.

Modo de usar:
Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro.Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenha vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa.
Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. ( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço.

Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelo sdo peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar às vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes. Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso agente vê depois ... se calhar ... Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas. Fume, beba, chore, eleja algumas contravenções.

Me rapte!

Se nada disso funcionar ... experimente me amar!!!



By Martha Medeiros

8 de agosto de 2007

Cais

Em todas as histórias de amor que são chegada e partida,
Há um cais que é despedida ou um cais que é reencontro.
Mas eu não o encontro.
Já percorri todas as cidades perguntando pelo meu cais,
Os de barcos atracados que chegam com as marés,
Ou os de comboios, quase sempre atrasados,
Que andam em linhas que param aos meus pés.
Mas não desceste de nenhum comboio
E não saíste de nenhum navio.
Talvez o lugar para onde foste seja um lugar só de ida,
E não um lugar de volta ao cais de onde se partiu.
E não haverá chegada
Só procura e partida,
A tua, que há tanto tempo te foste
A minha, que de ti ando perdida.

Encandescente

18 de julho de 2007

SM

Clarice LispectorSADOMASOQUISMO É UM JÔGO LÚDICO, QUE ACONTECE POR TEMPO DETERMINADO,ENTRE PESSOAS QUE COMPARTILHAM OS MESMOS FETICHES,
NO QUAL SE PERMITEM SAIR DE "SI" PRÓPRIAS, SEM NENHUM TIPO DE CENSURA.

By manDONNA





4 de maio de 2007

Amigo

Amigo,
Um ensaio

Difícil querer definir amigo. Amigo é quem te dá um pedacinho do chão, quando é de terra firme que você precisa, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que te faz falta. Amigo é mais que ombro amigo, é mão estendida, mente aberta, coração pulsante, costas largas. É quem tentou e fez, e não tem o egoísmo de não querer compartilhar o que aprendeu. É aquele que cede e não espera retorno, porque sabe que o ato de compartilhar um instante qualquer contigo já o realimenta, satisfaz. É quem já sentiu ou um dia vai sentir o mesmo que você. É a compreensão para o seu cansaço e a insatisfação para a sua reticência.É aquele que entende seu desejo de voar, de sumir devagar, a angústia pela compreensão dos acontecimentos, a sede pelo "por vir". É ao mesmo tempo espelho que te reflete, e óleo derramado sobre suas aguas agitadas. É quem fica enfurecido por enxergar seu erro, querer tanto o seu bem e saber que a perfeição é utopia. É o sol que seca suas lágrimas, é a polpa que adocica ainda mais seu sorriso.Amigo é aquele que toca na sua ferida numa mesa de chopp, acompanha suas vitórias, faz piada amenizando problemas. É quem tem medo, dor, náusea, cólica, gozo, igualzinho a você. É quem sabe que viver é ter história pra contar. É quem sorri pra você sem motivo aparente, é quem sofre com seu sofrimento, é o padrinho filosófico dos seus filhos. É o achar daquilo que você nem sabia que buscava. Amigo é aquele que te lê em cartas esperadas ou não, pequenos bilhetes em sala de aula, mensagens eletrônicas emocionadas. É aquele que te ouve ao telefone mesmo quando a ligação é caótica, com o mesmo prazer e atenção que teria se tivesse olhando em seus olhos. Amigo é multimídia.Olhos... amigo é quem fala e ouve com o olhar, o seu e o dele em sintonia telepática. É aquele que percebe em seus olhos seus desejos, seus disfarces, alegria, medo. É aquele que aguarda pacientemente e se entusiasma quando vê surgir aquele tão esperado brilho no seu olhar, e é quem tem uma palavra sob medida quando estes mesmos olhos estão amplificando tristeza interior. É lua nova, é a estrela mais brilhante, é luz que se renova a cada instante, com múltiplas e inesperadas cores que cabem todas na sua íris.Amigo é aquele que te diz "eu te amo" sem qualquer medo de má interpretação : amigo é quem te ama "e ponto". É verdade e razão, sonho e sentimento. Amigo é pra sempre, mesmo que o sempre não exista.

Marcelo Batalha, 20 de outubro de 1996

23 de abril de 2007

Precupações

"O que mais me preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter, dos sem-ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons”.
O autor desse pensamento límpido, profundo e sóbrio é Martin Luther King

22 de abril de 2007

...cruel e refinada


A todos...
a todos trato muito bem
sou cordial, educada, quase sensata
mas nada me dá mais prazer
do que ser persona non grata
expulsa do paraíso
uma mulher sem juízo,
que não se comove
com nada
cruel e refinada
que não merece ir pro céu,
uma vilã de novela
mas bela, e até muito culta
estranha, com tantos amigo
se amada, bem vestida e respeitada
aqui entre nós
melhor que ser boazinha e não poder ser imitada.
Martha Medeiros

"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é..." Catetano Veloso

"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é..." Catetano Veloso

Musica em minha vida para tocar a tua!

"A vida:... uma aventura obscena de tão lúcida..." Hilda Hist

"És um dos deuses mais lindos...Tempo tempo tempo tempo..." Caetano Veloso

"SOU METAL, RAIO, RELÂMPAGO E TROVÃO..." Renato Russo

"SOU METAL, RAIO, RELÂMPAGO E TROVÃO..." Renato Russo
RAINHA VICTORIA CATHARINA

"De seguir o viajante pousou no telhado, exausta, a lua." Yeda P. Bernis

"Falo a língua dos loucos, porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos" Fernando Veríssimo

"O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós."