EU... Eu, eu mesmo... Eu, cheia de todos os cansaços, Quantos o mundo pode dar. — Eu... Afinal tudo, porque tudo é eu, E até as estrelas, ao que parece, Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças... Que crianças não sei... Eu... Imperfeita? Incógnita? Divina? Não sei... Eu... Tive um passado? Sem dúvida... Tenho um presente? Sem dúvida... Terei um futuro? Sem dúvida... A vida que pare de aqui a pouco... Mas eu, eu... Eu sou eu, Eu fico eu, Eu... (Fernando Pessoa)

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30 de setembro de 2012

Amor !!!


"Me deu assim um disparo no coração, feito susto que não era bem susto, porque não tinha medo de nada. Ou tinha: medo de uma coisa sem cara nem nome, porque não vinha de fora, mas de dentro de mim."


Caio Fernando Abreu 




25 de setembro de 2012

Não...




"Não se iluda com meus olhos firmes e profundos, 
eles ainda sabem sonhar e vagar sem rumo por aí. 
Não se iluda com meus muros intransponíveis, 
eles se desmancham no ar, ao mais leve e sutil dos toques. 
Não se iluda com tamanha determinação, 
ela pode se afogar no poço mais raso da minha insegurança. 
Não se iluda com o sorriso estampado no rosto, 
ele pode esconder o sabor amargo de mais um adeus. 
Não se iluda com a imagem de heroína invencível, ela é frágil, sonhadora, 
e carrega lembranças pelos cantos a suspirar! 
São olhos, ruínas, fraquezas e lágrimas... 
Verdades tão comuns de uma mulher, com tempos de menina... 
Sobrevivente de antigas desilusões e aberta a novas emoções.
Não se iluda... 
Ainda sou essa simples criatura que sabe e precisa amar, 
mas que de tempos em tempos se permite chorar."

Andréa Maia

14 de setembro de 2012

Amor !!!



"Dizes que brevemente serás a metade de minha alma. A metade? Brevemente? Não: já agora és, não a metade, mas toda. Dou-te a minha alma inteira, deixe-me apenas uma pequena parte para que eu possa existir por algum tempo e adorar-te."

Cartas de amor à Heloísa  - Graciliano Ramos

5 de setembro de 2012

Tinha de ser justo amor, meu Deus?


Podia ser só amizade, paixão, carinho,
admiração, respeito, ternura, tesão.
Com tantos sentimentos arrumados
cuidadosamente na prateleira de cima,
tinha de ser justo amor, meu Deus?
Porque quando fecho os olhos, é você quem eu vejo;
aos lados, em cima, embaixo, por fora e por dentro de mim.
Dilacerando felicidades de mentira,
desconstruindo tudo o que planejei,
Abrindo todas as janelas para um mundo deserto.
É você quem sorri, morde o lábio, fala grosso, conta histórias,
me tira do sério, faz ares de palhaço, pinta segredos,
ilumina o corredor por onde passo todos os dias.
É agora que quero dividir maçãs, achar o fim do arco-íris,
pisar sobre estrelas e acordar serena.
É para já que preciso contar as descobertas, alisar seu peito,
preparar uma massa, sentir seus cílios.
“Claro, o dia de amanhã cuidará do dia de amanhã
e tudo chegará no tempo exato. Mas e o dia de hoje?”
Não quero saber de medo, paciência, tempo que vai chegar.
Não negue, apareça. Seja forte.
Porque é preciso coragem para se arriscar num futuro incerto.
Não posso esperar. Tenho tudo pronto dentro de mim e uma alma
que só sabe viver presentes.
Sem esperas, sem amarras, sem receios,
Sem cobertas, sem sentido, sem passados.
É preciso que você venha nesse exato momento.
Abandone os antes. Chame do que quiser. Mas venha.
Quero dividir meus erros, loucuras, beijos, chocolates…
Apague minhas interrogações.
Por que estamos tão perto e tão longe?
Quero acabar com as leis da física,
dois corpos ocuparem o mesmo lugar!
Não nego. Tenho um grande medo de ser sozinha.
Não sou pedaço. Mas não me basto.

Caio Fernando Abreu


19 de julho de 2012

Imortalidade...



Dizem que amores são imortais; os espíritas acreditam que o verdadeiro amor atravessa encarnações.
O verdadeiro amor não tem prazo de validade, quando acontece ele é intenso e eterno, mesmo que as almas gêmeas dancem com outras almas não gêmeas, um dia elas se reencontrarão e a dança será em um ritmo único, onde somente as metades conseguem acompanhar a música, por mais difícil que ela possa ser.
Mas chegará um dia em que elas se afastarão novamente, mas por tempo determinado, até o próximo encontro em outra vida.
Mil vidas passarão, mas as almas jamais se esquecerão, pois a metade que lhe completa é única, é como uma chave que completa a fechadura, apenas ela tem o segredo para completar; completar não é transbordar, completar é sempre estar na medida certa, nunca abaixo, nunca acima. É caminhar lado a lado, por mais sinuosa que a estrada seja.
Os verdadeiros amantes se reconhecerão em qualquer época, em qualquer dança, em qualquer estrada.

Matheus Guedes


8 de novembro de 2011

Inteiro...


"Não me venha com meios-termos
com mais ou menos ou qualquer coisa.
venha à mim com corpo,
alma, vísceras, tripas e falta de ar."


Marla Queiro



Amar... Amor...

"Que pode uma criatura senão,
Entre criaturas, amar?
Amar e esquecer,
Amar e malamar,
Amar e desamar, amar?
Sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode pergunto, o ser amoroso,
Sozinho, em rotação universal, senão
Rodar também, e amar?
Amar o que o mar traz à praia,
O que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
É sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
O que é entrega ou adoração expectante,
E amar o inóspito, o áspero,
Um vaso sem flor, um chão de ferro,
E o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
Distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
Doação ilimitada a uma completa ingratidão,
E na concha vazia do amor a procura medrosa,
Paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
Amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita."


Carlos Drummond de Andrade


3 de agosto de 2009

Porcurar-me-á

"Ah, fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, noites afora, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não conseguirás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dela, em algum cheiro estranho o cheiro preciso dela."

Caio Fernando Abreu

13 de abril de 2008

Sei-te de cor


Sei-te de cor

Sei de cor
cada traço do teu rosto,
do teu olhar
cada sombra da tua voz e cada silencio,
cada gesto que tu faças,
meu amor sei-te de cor
sei cada capricho teu e o que não dizes
ou preferes calar, deixa-me adivinhar
não digas que a louca sou eu
se for tanto melhor
amor sei-te de cor
sei porque becos te escondes,
sei ao pormenor o teu melhor e o pior
sei de ti mais do que queria
numa palavra diria
sei-te de cor.
sei cada capricho teu e o que não dize
sou preferes calar deixa-me adivinhar
não digas que a louca sou eu
e for tanto melhor amor sei-te de cor
sei de cor cada traço do teu rosto, do teu olhar
cada sombra da tua voz e cada silencio,
cada gesto que tu faças
meu amor sei-te de cor

PAULO GONZO

17 de janeiro de 2008

Amar

“Pecado é não amar.
Pecado maior é não amar
até o fim do amor.”

José Eduardo Agualusa

23 de outubro de 2007

Por um triz

Por Um Triz

Por toda casa o que me embala é o teu som
Estou tão louco e tons,
Perto dos jetsons,
Por todo livro,
Tudo o que você não tem,
Por todo hoje, explicação por todo ontem.

Tão difícil te crer,
Pior ainda acreditar,
Tão difícil te ser,
Pior ainda te estar,
Tão difícil viver,
Pior ainda respirar,
Tão difícil te esquecer,
Pior ainda te amar.

Nas tuas cordas já estou por um triz,
Pelo país,
Pelo teu chão,
Tintas velhas de um outro estação,
Cores que vem, cores que vão.

Estão num canto as chaves,
Sei que você vem,
Espero todo zen,
De super-homem.
Na secretária frases,
Vozes de ninguém,
Por todo hoje, explicação por todo ontem.

Tão difícil te ver,
Pior ainda te enxergar
Tão difícil correr,
Pior ainda te alcançar,
Tão difícil morrer,
Pior ainda te matar,
Tão difícil te dizer,
Pior ainda te contar.

Você vira e você me diz,
Toda feliz,
Pelo teu não
Poesias na escuridão,
Versos que vem, versos que vão.
Duas balas festis de anis,
Tudo o que eu quis,
Tudo que não,
Tudo azul na clara imensidão
Sonhos que vem, sonhos que vão.

Palavra pelo vento,
tento me calar,
Na volta o mesmo tempo,
para te encontrar.
Alguém que negue e foge da verdade
Alguém careta que se esconde e pede piedade.

Tão difícil te crer,
Pior ainda acreditar,
Tão difícil te ser,
Pior ainda te estar,
Tão difícil viver,
Pior ainda respirar,
Tão difícil te esquecer,
Pior ainda.

Tuas frases tão razas de atriz,
Tudo o que eu quis,
Tudo que não,
Pelo palco meus textos no chão,
Falas em vão, falas em vão.

Vc vira e vc me diz,
Toda feliz,
Pelo teu não
Poesias na escuridão,
Versos que vem, versos que vão.

Toda esquina tem um telefone,
Por toda a agenda letras do seu nome,
Espero alguém que passe e informeS
e nesta vida estou só
Ou tenho um codinome...

Rodrigo Pitta



26 de junho de 2007

FOGO-DESEJO

Amada, deusa, seduzida, acarinhada,
fogosa, montada, cavalgada,
bela, estrela
Um corpo nú que é só segredos,
desejo animal que arde
deita-se na alcova profana
O fogo-desejo crepita os orgasmos,
torna-se clarão da labareda
Me embriago de ti
e solto minhas fantasias
acende um frenesi no meu corpo
que devora meu tesão
O tempo não mais importa
faiscante sensualiza a dança de Eros
nasceu etérea e livre para amar o amor.
Paulo Avila


Boca

O meu vasto querer.
O incompossível se fazendo ordem.
Colada à tua boca, mas descomedida
Árdua
Construtor de ilusões examino-te sôfrega
Como se fosses morrer colado à minha boca.
Como se fosse nascer
E tu fosses o dia magnânimo
Eu te sorvo extremada à luz do amanhecer.
( Do Desejo - 1992 )



13 de junho de 2007

Renascer

Renascer


E tu a dizeres uma frase banal e eu a rir, não da frase mas de ti e de mim, e da cumplicidade que dava sentido a palavras sem sentido algum, que não o de estar junto, e rir, e ser feliz. E o café arrefecia na chávena esperando o fim do riso que não chegava, porque te encostavas a mim e pousavas a tua mão na minha, que eu fingia esquecida na mesa mas que só aguardava a tua, e os teus dedos subiam pelo meu braço e nele escreviam as horas futuras, e li, e aceitei horas e futuro, não afastando o braço, pousando a mão na tua, assinando contigo o compromisso que me escrevias na pele. E o café já frio na chávena, e o café cheio de gente que falava, e falava, e que não ouvíamos. Só das nossas bocas caladas ouvíamos as palavras, eu olhava os teus lábios e sabia o que não dizias, e tu lias as respostas na minha boca, e tocavas o meu corpo no pedaço de pele que apertavas na tua mão. E o empregado de balcão aceitando pedidos, e as pessoas saindo e entrando e olhando mesas, e ninguém nos via, porque o meu pé tinha tocado o teu, porque a minha perna tinha encontrado a tua, e éramos já caminho e passos. Não nos tocámos na rua, não trocámos palavras, só caminhámos juntos com passos que sabíamos, e tu sorrias para mim em sinais e passadeiras que tínhamos de atravessar, e eu sorria para ti na sombra das ruas que já não eram escuras, na sombra das árvores que baixavam ramos e soltavam folhas sobre nós, celebrando a união que era a nossa. E aceleraste os passos com pressa de chegar, e eu corri para te acompanhar e chegar contigo, e subir escadas, e abrir portas, a minha mão já na tua mão, a minha boca que já não aguentava esperas pedindo a tua. E fechámos a porta com as bocas coladas e as mãos suadas de desejo e pressa, e caímos no chão onde terminaram os passos, onde começaram os abraços, o meu corpo princípio e finalidade do teu, e murmurámos as palavras antes caladas selando o compromisso escrito na pele. E despi a razão, e despi o pudor, e despi a roupa, a tua e a minha, e quis ficar nua como quem acaba de nascer, para que as tuas mãos me agarrassem, me recebessem, e me apertassem e guardassem no mundo que era o teu corpo. E dissolvi-me em ternura na tua descoberta, e apertei-te tremendo desfazendo-me nas tuas coxas... E renasci inteira nos teus olhos, e descobri-me, e descobri a vida, e o motivo de viver.


Encandescente

26 de abril de 2007

Amor


Trocamos num beijo,
o nosso sangue
que percorria nas veias
a uma velocidade tremenda!
Encostei-me a ti
como aparentemente
se encosta o mar ao horizonte...
Senti teu formoso coração
bombardear amor que sentiaspor mim!
Ah! Era a mais bela e encantadora
musica que eu ouvira...
Musica essa que apósesse transe!
Essa alucinação!
Essa sessão de hipnotismo!
Continua viva e guardadano coração daquele que diz:
- Eu sou louco de te amar!
Diogo Camacho

21 de março de 2007

Quero ...eu te amo



Quero
Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida de meia em meia hora
de 5 em 5 minutosme digas:
Eu te amo.
Ouvindo-te dizer:
Eu te amo, creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior e no seguinte,como sabê-lo?
Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.
Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto, isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.
No momento em que não me dizes:
Eu te amo, inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.
Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.
Carlos Drummont de Andrade

20 de janeiro de 2007

Anjo sem asas

Anjo sem asas
É este querer-te enquanto o sol se apaga
Que torna mais quente,
Mais insistente,
O desejar tanto!...
Que o teu corpo crie asas
E no meu pouse.
E ao meu,
Tu, meu anjo sem asas,
Dês corpo
Asas
E voo.
Encandescente

9 de janeiro de 2007

Puro como a água


Puro como a água da chuva nos campos...
Cheirando a terra molhada...
Com gosto de sonho criança...
Leveza de abraço laço da pessoa amada...
Desejo de beijo que nos tira do chão...
Sentimento dentro que corta a respiração...
Completeza de almas que sinto
Me deixando feliz e inteira
Por esta vida... outras... d’outras que virão!!!
Marineide Miranda

22 de novembro de 2006

Desejosss


PERFUME
Lembrando o perfume que desperta a mente
Sorvo sua boca com um beijo de embriaguez
Sob a cálida luz das estrelas, chega o vento a nos acariciar
Seu corpo se perde a vagar em meus braços
Somos viajantes ao infinito do prazer
Deixe o silêncio perceber que te amo
Coloque no ar o discurso das emoções
Admita que eu lhe encontre em sua intimidade
Permita-me lhe envolver em um profundo afeto
Abandone seu corpo
Para que ele possa se fundir ao meu
Quero uma união de almas, não apenas de desejos
Alongue em mim esse corpo adorado
Deixe seu corpo ofegar em meu íntimo
Permita que eu lhe possua
Venha pela passagem que chega ao meu infinito
Venha, mas venha sem receio
Chegue sem pressa
Chegue sem me avisar
Chegue na hora de amar
Mas, chegue por inteiro
Pois, unicamente dessa forma
Tudo será apropriado
Que teu olhar me deslumbre
Que eu te possua Para que num determinado momento
Nossas formas se integrem ao amor maior.
Caroline

2 de novembro de 2006

Sob teus pés


SOB OS TEUS PÉS
“Tivesse eu as roupas bordadas do paraíso
tecidas com luz dourada e prateada
o azul e o escuro e os negros panos da noite
e a luz e as metades luzes.
Eu espalharia essas roupas sob os teus pés
Mas, sendo pobre, tenho apenas os meus sonhos
Eu tenho espalhado os meus sonhos sob teus pés
Por isso, pise suavemente, afinal
Você está andando sob meus sonhos.”
Willian Bluter Yeats

"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é..." Catetano Veloso

"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é..." Catetano Veloso

Musica em minha vida para tocar a tua!

"A vida:... uma aventura obscena de tão lúcida..." Hilda Hist

"És um dos deuses mais lindos...Tempo tempo tempo tempo..." Caetano Veloso

"SOU METAL, RAIO, RELÂMPAGO E TROVÃO..." Renato Russo

"SOU METAL, RAIO, RELÂMPAGO E TROVÃO..." Renato Russo
RAINHA VICTORIA CATHARINA

"De seguir o viajante pousou no telhado, exausta, a lua." Yeda P. Bernis

"Falo a língua dos loucos, porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos" Fernando Veríssimo

"O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós."